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Revolução de Abril de 1974
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No dia 25 de abril de 1974, foi posto fim à ditadura do governo Português que regia desde 1933. Este governo popularmente conhecido pelo “Estado Novo” caiu após levar aos limites a capacidade nacional de prosseguir com a guerra colonial além fronteiras nos territórios de África e Índia. Foi neste momento que as Forças Armadas, após 13 anos de combate intensivo sem resultados concretos e com o número de mortos a aumentar numa guerra de atrito que parecia inútil, decidiram entre os seus oficiais e em segredo agir de imediato contra o Governo de modo a depô-lo e acabar com a guerra.

Foi na madrugada do dia 25 de Abril de 1974 que uma concertação de vários regimentos militares opositores do governo (MFA) marchou em direcção a Lisboa para ocupar os edifícios governamentais e depor então o regime ditatorial que estava em vigor. Uma das personagens mais célebres deste movimento é o capitão Salgueiro Maia que incorpora também actualmente na cultura popular portuguesa uma imagem de, auto-determinação, carácter e portador de uma coragem imensa.

 

Parte de um Grafiti de Salgueiro Maia na Faculdade de Ciências Humanas e Sociais da Universidade Nova de Lisboa


 

O sinal de confirmação seria dado na rádio Renascença sob a forma de música, que, havia nessa mesma madrugada sido tomada pelos militares opositores em segredo. Às 00:20 foi passada a música de Zeca Afonso, “Grândola Vila-Morena” que detinha por si só uma carácter anti-totalitarista e representava dissimuladamente na sua letra uma insurgência contra o Governo, daí ser proibida. Quando esta música passou na rádio de madrugada todos os militares opositores do regime tiveram então a certeza de que o golpe de estado estava em curso. Este foi o método mais eficaz de dar inicio à operação pois todos os outros canais de comunicação estavam vigiados pelo Estado.

A Revolução assim começou, e em Lisboa nas primeiras horas da madrugada quando os residentes acordaram depararam-se com uma imagem única, pela primeira vez em séculos nas ruas de Lisboa havia movimentações militares e de inicio não perceberam o porquê.

A palavra de que um golpe de estado estava em curso começou a circular e a populção então saiu à rua para apoiar, ajudar e incentivar os militares no seu esforço. É aqui que uma senhora de seu nome Celeste Caeiro se dirigia para o seu trabalho, um restaurante na rua Braancamp, que por coincidência festejava o seu 1º ano de abertura. No entanto devido ao aparato que se sentia e por receio de represálias futuras o dono desse estabelecimento decidiu não prosseguir com os festejos e pediu aos empregados entre eles, Celeste Caeiro, que levassem consigo para casa os cravos vermelhos e brancos que tinham sido encomendados para os festejos. Celeste assim o fez e dirigiu-se ao Rossio onde se deparou ela própria com os blindados ali estacionados. Foi então que perguntou a um soldado o que se passava, ao que ele lhe respondeu claramente que havia um golpe de estado em curso, ela pressentindo a mudança que ai vinha ofereceu um dos seus cravos vermelhos a um soldado que o colocou no cano da sua arma e daí foi distribuindo os restantes a todos os outros presentes.

O cravo tornou-se aqui o símbolo da união entre os militares opositores e a população, é também de referir que nenhuma das armas dos militares opositores do regime foi disparada pelo que a revolução excluindo um ligeiro confronto entre os militares da PIDE/DGS e as forças revolucionárias foi feita sem derramar sangue. Após a revolução, foi criada a Junta de Salvação Nacional que nomeou António de Spinola como Presidente da República, os dois anos seguintes foram de grande agitação social, período que ficou conhecido por PREC (Processo Revolucionário em Curso).

 

Gameplay de Deimos Rabugento do MG-77-19, um dos M47 que enfrentaram Salgueiro Maia na Rua do Arsenal com skin histórica de Alternate_Tab


 

No dia 25 de abril, todos os anos em Portugal é celebrada a vitória da Liberdade, dos Direitos Fundamentais do Homem, da Democracia, do direito da auto-determinação e acima de tudo a não aceitação de qualquer tipo de despotismo naquele que viria a ser conhecido como o dia da Revolução dos Cravos.

Portugal tornou-se assim livre e soberano do seu destino, e com isto veio a independência das colónias ultramarinas que havia detido durante 600 anos. Portugal  viria assim ingressar outra vez no grupo das nações ocidentais democratizadas.

 

A Equipe War Thunder

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