20 setembro 2018

Visita ao Abrams do Minnesota Military Museum

O nosso colega Clay Remy contou-nos a estória da sua visita ao Minnesota Military Museum, as medidas da blindagem e dimensões de alguns veículos, e das alterações aos modelos de jogo que virão após esta viagem.

O Museu

Localizado no coração do Minnesota está uma base da National Guard que serve de testamento ao serviço e sacrifícios de muitas pessoas deste estado norte americano. Estamos falando do Camp Ripley no Minnesota Military Museum.

 

Localizado perto de Little Falls, (a terra natal do lendário aviador Charles Lindbergh), o museu não se foca apenas sobre as unidades militares dos EUA e equipamento de Camp Ripley, mas também as experiências e vidas de todos os ''minnesotans'' que serviram o seu estado e país. Desde o raro e bem preservado Sherman Jumbo 75 mm, aos blindados mais modernos, para além de um helicóptero SuperCobra, quando entrámos em contacto com o museu para fazermos estudos sobre os seus veículos, a administração ficou imediatamente excitada e pronta para nos receber. A sua bem preparada e simpática equipa, desde o curador Doug Thompson, cujo avô serviu no 5th Marines em Belleau Wood, assim como outros membros muito simpáticos e dedicados, providenciaram-nos acesso ilimitado e assistência durante a estadia e todo o estudo.

image

Série de carros de combate M60

Nós viemos num esforço de continuar a desenvolver as máquinas de batalha o mais possível, e verificar os existentes modelos e informação de documentos históricos que frequentemente entram em conflito uns com os outros. Frequentemente pode ser necessário estudar diretamente tais veículos e fazer medições usando vários métodos, de forma a cruzar informação. Isto permite clarificar muita coisa num carro de combate verdadeiro, que pode ser colocado em frente do modelo de jogo e efetuar ajustes se necessário (dados físicos + arquivos + virtuais).

image
image

A torre de treinamento permitiu-nos estudar não apenas a espessura e estrutura que não era possível numa torre instalada num carro, mas também estudar o seu layout e geometria, mais propriamente porque as torres de treino têm vários buracos grandes nas laterais para que o instrutor possa dar comandos à tripulação e ter acesso pela base sem interferências. Isto permite fazer medidas extremamente precisas da torre, assim como de certas partes da blindagem e componentes internos que normalmente não é possível antes de ter acesso ao compartimento interno.

M1 “Abrams” 

 

O M1 Abrams do Minnesota Military Museum tem uma estória tão única quanto o próprio museu. Originalmente um dos primeiros 110 Abrams produzidos pela Chrysler antes da General Dynamics ficar encarregue da produção, este tanque serviu em Aberdeen como um dos muitos veículos de testes durante o desenvolvimento do M1 e respetivos projetos de melhoramento para os M1, M1IP, e M1A1, que ocorreram quase simultâneamente durante o período onde ficaram conhecidos como X-M1(LRIP) (low rate initial production). Consequentemente, após o programa de melhoramento do M1 produzir os M1IP e M1A1, este tanque foi então doado e transportado para onde está agora de uma forma bem preservada, muito graças à dedicada equipe do museu e apoio das unidades da National Guard de Camp Ripley que continuam frequentemente a olhar por todos os veículos.

image

Você vai ver que este carro partilha a torre padrão do M1 da primeira produção juntamente com o canhão de 105 mm M68. No entanto, a saia lateral traseira, assim como a suspensão frontal reforçada e falta de anel de retenção do programa M1IP, também estão presentes. Tomando em consideração os documentos do M1 Abrams que estavam disponíveis, e comparando com a construção do tanque real e respetiva geometria, não apenas confirmam os dados usados para reprodução do modelo do nosso jogo (e praticamente qualquer Abrams em qualquer outro jogo), mas também preenchem lacunas de informação que eram necessárias preencher.

A começar com os chassis e casco, nós começámos a verificar a blindagem das saias laterais, assegurando não apenas a sua espessura de 65 mm, mas também a espessura individual de cada camada, 38 mm de blindagem especial com uma placa exterior de 1 polegada.

image

Nós começámos com uma análise de geometria e espessura de todo o casco a partir da lateral com suas placas de 30 mm e outra adicional de também 30 mm que estão soldadas, que em algumas áreas possuem uma pequena fenda com ar (de 1/16’'a 1/4’'). Na parte frontal inferior do casco, fomos capazes de medir de forma precisa de baixo para acima para determinar que ambas as placas de facto possuem 31 mm, o que significa que os modelos do jogo serão agora devidamente ajustados, dos anteriores 25.4 mm para os 31 mm que medimos. Outra placa inferior que se liga à placa inferior do casco tinha de facto 22 polegadas, demonstrando uma cavidade traseira para a blindagem frontal. No entanto, nas laterais na soldadura com o casco, estão visíveis pertuberâncias para colocação das placas traseiras de 101 mm RHA, que eram visualmente distintas no desenho e estavam claramente disponível para nós verificarmos que a montagem inferior frontal no modelo de jogo, estava recriada de forma correta e de acordo com os desenhos dos documentos e layout do tanque.

image

Nós continuámos o mesmo método de estudo quando passámos para a torre, movendo painel a painel, peça a peça, medindo com um medidor de espessura ultrassónico, pinças, réguas magnéticas e telemetria fotográfica. A face da torre, tal como era esperado possuía 1.5 polegadas de espessura na superfície exterior, com variações aqui e ali devido ás duas camadas de tinta (interna na cavidade e no exterior). Ao comparar com o modelo de jogo, dados conhecidos e documentos, verificámos que o nosso modelo coincide com o modelo físico do tanque e nenhuns ajustes são necessários. As medições foram feitas no resto do blindado até termos de voltar para o aeroporto. Nós fomos capazes de verificar partes nucleares ao nível da blindagem do modelo do M1 Abrams, que confirmaram os documentos da NARA e CIA.


A Equipe War Thunder

 

Arquivos de cookies

Esta página utiliza cookies. Ao continuar a aceder esta página, você concorda com a utilização de cookies.